[14:12]
Saindo do Norte e ainda digerindo o café com leite e as filhoses feitas pela avó do Mike, a D. Maria Teresa, seguimos pela estrada dos casais pelas 10:40 no sentido de Marmelete. Só saímos a estas horas porque só sabia bem era estar deitado na placa e as pernas ainda pesavam. Agora imagine-se se porventura tivessem os moços ido prá night de Monchique como havia uns que queriam ir.
Passámos ainda pela zona onde todos querem ir: Folga, eram sensivelmente 11:25. Faltavam 5 minutos para as 12:00 e já estávamos entrando no Concelho de Portimão e deixando para trás os belos perfumes suínos, de pinheiro e estevas que só a serra nos podia dar.
Entrámos em Pereira e seguimos para Arão. Eram 13:25 quando chegámos a Bensafrim, deixando para trás Cotifo e as Belas Colinas Verdes.
Parámos para meter combustível em frente ao Zoo de Lagos onde buscámos água no Restaurante "Cangalho" onde não esquecemos de deixar uma nota no livro de memórias. Mais uma vez temos comidas desidratadas mas ao contrário das lulas cheias em lata hoje há sardinha de molho de tomate que só o Cristiano é apreciador. Hoje há sobremesa: bolo de arroz com baunilha.
Há quem estaja bem mesmo é de papo pró ar e recarregar energias prá próxima fase. Temos Sagres à nossa espera desde que saímos de Portimão. E não podemos fazê-lo esperar mais.
Aqui vamos nós!
Troilos dos Moços!!!
[17:31]
Enquanto a "Casa de Pasto Rodrigues" espera pelas novas tecnologias do multibanco nós esperamos que o nosso destino esteja mais perto. Pelo menos ao ver carros com pranchas de surf só significa uma coisa: Mar! Passámos Budens pelas 17:00.
Se me tivessem dito o que iríamos encontrar como desafio diria que estavam doidos. Muitos km´s, muitas subidas, endurance. Em cada pedalada grito pela estamina que está dentro de mim e digo a mim mesmo para dar só mais uma pedalada a seguir à outra.
Coisa boa da aventura e do desafio é só sabermos o que nos espera quando estamos a vivê-la.
Tá quase!!!!
[22:24]
E já está!!! Conseguimos chegar ao destino apesar de algumas, mas boas, tormentas. Chegamos ao Parque de Campismo de Sagres pelas 18:30. "Check in" feito, tenda armada e lá fomos nós, visitar parte da vila. Comprar alguns mantimentos e "souvenires".
Um bom banho e encher o bucho, só faltava isso. O banho tirou-nos um grande peso de cima, assim como carradas de pó e suor que não faziam falta nenhuma. O jantar foi massas desidratadas do Continente e eram Tallaries Carbonara. São boas comparadas com as que temos vindo a comer até agora. Ainda enchemos o pandulho com sandes de chouriçao com queijo (feitas pelo senhor Bruno Araújo), tangerinas e torta.
Por volta das 22:30 o grupo ficou limitado a 2. O Nortenho Rei do monte teve de se ausentar da viagem por motivos que só ele sabe e só ele deve saber. Mas fica desde já o nosso agradecimento e um grande bem haja, pela presença, companheirismo, bom humor e apoio durante a volta.
Resta-nos dormir uma noite descansada e não pensar em mais dores de pernas. Amanhã só um destino está gravado em mente: Portimão!!! (e as nossas belas camas).
Mas entretanto metemos conversa com o vigilante do parque esperando que a bateria da câmara do Mike carregue. Ele tinha 2 baterias mas uma desapareceu, assim algumas das fotos foram tiradas pelo meu telemóvel. Temos os registos desta viagem para dar-mos provas a quem não acreditar nas palavras das histórias sobre o que aconteceu e sobre o que passámos.
Mas sobretudo melhor que ouvir as histórias, ver as fotos e filmes da viagem dos outros é sermos nós próprios a fazer a nossa própria viagem. Melhor é sermos nós a criar-mos a nossa própria história, ir por caminhos que desconhecemos e criar os nossos próprios caminhos por vezes. Uma coisa é vermos uma peça de teatro e por estarmos na plateia ninguém sabe quem somos ou o que temos para contar. Mas sendo o actor activo na nossa peça, na nossa própria história chegamos mais perto das pessoas pois deixamos de ser parte do mundo delas, deixamos de ser o espectador mas o visionado.
Cria a tua história.
Sai do sofá.
Sai da tua casa e da tua protecção.
Sai do teu casulo e perde-te por aí.
Mas acima de tudo: volta a encontrar-te quando te perderes.
Texto de Cristiano Santos
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